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Banda Sinfônica do Pará encerra o "Música das Américas" no São José Liberto.

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A Banda Sinfônica do Estado do Pará – criada no ano passado com o objetivo de estimular a educação musical nas cidades paraenses que recebem os projetos de interiorização da Fundação Carlos Gomes (FCG) – será a grande atração do encerramento do evento “Música das Américas”, primeira etapa do XXVI Festival Internacional de Música do Pará (Fimupa), iniciada na última quarta-feira (17). O concerto da Banda Sinfônica do Estado do Pará, que contará com 100 músicos, de 30 municípios, acontecerá neste domingo (21), a partir das 11 horas, no Espaço São José Liberto, com entrada franca.

Durante o “Música das Américas”, profissionais paraenses de quatro bandas – a “Rodrigues dos Santos”, de São Caetano de Odivelas; “Maestro Vale”, de Vigia de Nazaré; “Antônio Malato”, de Ponta de Pedras, e Banda Sinfônica da Fundação Carlos Gomes, de Belém – participaram de oficinas e capacitações com os integrantes da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo (Bsesp), e músicos convidados, do Brasil e do exterior.

Esses profissionais foram divididos em grupos e enviados para os municípios de origem das bandas, onde ficaram por dois dias. Depois, todos retornaram a Belém, onde as atividades educativas tiveram continuidade, e foram realizadas apresentações conjuntas e individuais dos músicos locais e de fora.

A Banda de Música “Antônio Malato”, de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó, por exemplo, se apresentou na noite de sexta-feira (19), no auditório Ismael Nery, do Centur. Com a participação do maestro convidado Marcelo Maganha, de São Paulo, o concerto emocionou o público e os próprios músicos. “Pessoalmente, estou muito contagiado com toda a emoção que as bandas locais nos trouxeram nos dias em que estivemos aqui. Realmente, as bandas têm uma maneira muito interessante de se fazer música. Não basta ter talento, é preciso ter determinação. E aqui há grupos muito determinados a fazer música e levar isso como algo muito importante para a socialização do Estado. Temos que aplaudir de pé esse trabalho”, ressaltou Marcelo Maganha, formado em Regência e Trompete Erudito pelo Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, de Tatuí, interior de São Paulo.

Duas etapas - Segundo o superintendente da FCG, o pianista Paulo José Campos de Melo, o “Música das Américas” deu tão certo que, a partir de agora, o Fimupa será desmembrado em duas fases, como aconteceu neste ano. A primeira delas será sempre dedicada às bandas sinfônicas, tipo de formação musical considerada como uma das vocações naturais do Pará.

“O trabalho que os músicos de São Paulo realizaram com os músicos paraenses foi tão extraordinário que não temos percebido, nas apresentações, uma grande diferença entre as bandas paraenses e outros grupos nacionais. Os professores conseguiram passar para os nossos meninos uma ideia tão fantástica de como se faz música que eles cresceram e se desenvolveram de um jeito tal, que todas as bandas que se apresentaram aqui encantaram e impressionaram o público”, destacou Paulo José Campos de Melo.

O encerramento do festival, garante o superintendente, será igualmente surpreendente. “A Banda Sinfônica do Estado do Pará foi a nossa primeira tentativa de introduzir as bandas de música no festival. Neste ano, conseguimos reunir 100 músicos de 30 municípios do Estado, que apresentarão um repertório muito bem elaborado. Acho até que será o repertório mais difícil de todo o festival. Por isso mesmo, o público deve esperar um excelente espetáculo e comparecer maciçamente”, reiterou.

Ainda segundo o superintendente, o “Música das Américas” já está rendendo frutos. Dezenove universidades, de países das Américas Latina e do Norte, já se manifestaram para enviar professores e músicos ao evento no próximo ano, sem custo para o Estado. Algumas dessas instituições também ofereceram bolsas de estudo para músicos participantes do festival. “Esse evento vai ficar fixo no nosso calendário, porque a nossa vocação principal é justamente as bandas de música, e nós temos que pensar no desenvolvimento de todos os municípios do Pará. Até porque já está em vigor a lei federal que obriga a implantação da educação musical nas escolas formais, e essas bandas são justamente os embriões que vão formar recursos humanos para cumprir essa lei. Nós temos também queremos desenvolver um nível artístico bastante elevado dos nossos músicos. Por isso, já conversamos com a direção da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, que aceitou ficar como residente do festival, o que vai facilitar muito o nosso trabalho. Afinal, esta é a melhor banda sinfônica da América Latina”, concluiu.

Serviço: Apresentação da Banda Sinfônica do Estado do Pará neste domingo (21), às 11 h, no Espaço São José Liberto, sob a regência dos maestros Marcelo Jardim (RJ), Dario Sotelo (SP), Marcos Sadao (SP), Mônica Giardini (SP), Shawn Smith (USA), Matthew Smith (USA), José Vale (Vigia/PA), Márcio Cardoso (São Caetano de Odivelas/PA) e Marcelino Tavares (Ponta de Pedras/PA). A entrada é franca.

Texto:

Elck Oliveira - Secom

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