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Música das Américas deve reunir 600 músicos de bandas sinfônicas em Belém

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O maior evento voltado para bandas em todo o mundo, no primeiro semestre do ano. É assim que o superintendente da Fundação Carlos Gomes (FCG), o pianista Paulo José Campos de Melo, define o “Música das Américas”, que corresponde à primeira fase do XXVII Festival Internacional de Música do Pará, e cuja abertura ocorre no próximo domingo (27), em Belém. Nesta segunda edição, o encontro deverá reunir, na capital paraense, mais de 600 músicos de todas as regiões do Estado, que terão a oportunidade de interagir com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo (Bsesp) – convidada, pelo segundo ano consecutivo, para ser a banda residente do festival – e com renomados professores e compositores de algumas das maiores universidades e faculdades de música do planeta. Estão confirmados nomes da Venezuela, Colômbia, México e Hungria, entre outros.

“Durante o festival, podemos traçar um painel de tudo o que está sendo feito pelas nossas bandas em todo o Estado. Professores e compositores de todo o mundo têm feito questão de vir para o evento por entender, como nós, que as bandas são um importante núcleo de interação social e de educação musical. São elas que acabam realizando a iniciação musical e em instrumentos de uma grande parte dos músicos de hoje”, destaca Campos de Melo.

A mesma ideia tem o maestro, professor de regência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor artístico do evento, Marcelo Jardim. Para ele, o Estado passa por um momento de grande revitalização das bandas de música, coroado pela realização, desde o ano passado, de um festival voltado especialmente para esse tipo de formação, que é o “Música das Américas”.

“O evento está se consolidando como um dos grandes festivais do Brasil, todo focado em bandas sinfônicas e bandas de música. Para nós, não há qualquer distinção entre os tipos de banda, o objetivo é apenas que o trabalho seja de excelente qualidade. Para isso, fazemos com que o aluno músico tenha acesso direto ao professor e às informações que são tratadas no eixo Rio-São Paulo e fora do país. O ‘Música das Américas’ tem um perfil internacional, por isso estamos trazendo, mais uma vez, um grupo que está entre os melhores da América, que é a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. A ideia é facilitar para que o aluno possa criar os seus próprios parâmetros”, observa.

Formação – Além disso, segundo Marcelo Jardim, o “Música das Américas” já se tornou a “casa” natural da Banda Sinfônica do Estado do Pará, um grupo sazonal, formado pela primeira vez no ano passado e, composto por jovens de várias cidades paraenses, ao modelo das All States Bands norte-americanas. “O ‘Música das Américas’, então, é hoje um grande centro de estudos e pesquisas para bandas sinfônicas e bandas de músicas não só no Pará, mas no Brasil. Estaremos recebendo professores norte-americanos, húngaros, costarriquenhos, colombianos, além de compositores jovens e do Rio de Janeiro e de São Paulo. Esse é um movimento através do qual queremos estimular o contato entre o regente, o músico e o compositor, para mostrar toda a cadeia de criação musical. Isso é muito importante quando falamos, por exemplo, de um mestre de banda, que, muitas vezes, tem o conhecimento empírico, mas não formal desse processo”, explica.

Programa – Os concertos do “Música das Américas” começam no domingo (27) e prosseguem até o dia 4 de maio, no Theatro da Paz. Também haverá apresentações diárias no Centur, sempre a partir de 17h, durante toda a semana do festival, que inclui também a oferta de oficinas musicais, palestras, ensaios e concertos. Na abertura, haverá concerto da Banda Sinfônica da Fundação Carlos Gomes. A anfitriã do evento se apresentará às 11h, sob a direção musical do regente Amilcar Gomes, e terá como regentes convidados o maestro Marcelo Jardim e o maestro húngaro Laszlo Marosi, professor da Central Florida University.

Nesse mesmo dia, às 20h30, a Bsesp fará a abertura oficial do festival com o maestro titular Marcos Sadao Shirakawa, diretor artístico, e a maestrina Mônica Giardini, diretora adjunta, recebendo os maestros convidados Dario Sotelo e Laszlo Marosi. O concerto terá a participação especial do pianista Paulo José Campos de Melo.

Para o regente da Banda Sinfônia da FCG, Amilcar Gomes, este é o maior desafio que a Banda Sinfônica da FCG já enfrentou. O conjunto – formado por cerca de 60 jovens músicos, alunos dos cursos técnicos e de bacharelado da fundação –, participará pela segunda vez do evento e será responsável, na próxima quarta-feira (30), pelo lançamento mundial de uma peça feita especialmente para o festival pelo pernambucano José Ursicino da Silva, o maestro Duda, considerado um dos maiores compositores e arranjadores para bandas de todos os tempos.

“Estamos ensaiando a todo o vapor, não só por conta dessa peça, mas também por causa de todas as músicas que vamos apresentar ao longo do evento. Como se trata de um festival das Américas, teremos peças de compositores de vários países, muitas das quais inéditas. É uma honra e uma grande responsabilidade para nós executar um repertório tão bem acabado e valoroso”, ressaltou.

 
Texto : Elck Oliveira (Secom)
Foto: Walda Marques
 

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