
O incentivo do pai foi fundamental para que Salomão Carneiro escolhesse a música como profissão. Ele e mais nove profissionais concluíram, na última quarta-feira (12), o curso de bacharelado em música, ofertado pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) em parceria com a Fundação Carlos Gomes (FCG).
“Quando criança, eu e minha irmã compramos uma flauta de brinquedo, e a gente começou a aprender como autodidata. Meu pai viu, se interessou e colocou a gente numa escola da igreja e depois na fundação, após três tentativas no teste de aptidão. A minha irmã desistiu, mas eu concluí o curso técnico e ainda fiz o superior. É uma coisa que gosto muito de fazer, é um prazer trabalhar com a música. Estou muito feliz e meu pai até chorou. É uma sensação única”, contou o agora músico, cuja pretensão é ser professor.
A noite também foi de festa para a recém-formada em canto Jéssika Wisniewski. Única mulher da turma, ela contou que começou a estudar música em 2006, e hoje considera a escolha uma das mais acertadas que já fez. “Fiz uma oficina de canto e não fazia a mínima ideia de onde eu estava entrando. Foi altamente inspiradora essa oficina para eu decidir que queria estudar música. Então, no ano seguinte comecei na Escola de Música da UFPA (Universidade Federal do Pará), e dois anos depois entrei no bacharelado decidida de que precisava fazer isso. Hoje foi minha melhor opção, certamente”, avalia a cantora, que já fez parte do Grupo Madrigal da Uepa, entre o anos de 2010 e 2011.
A solenidade de outorga de grau, na Igreja de Santo Alexandre, foi presidida pelo reitor, Juarez Quaresma, que ressaltou a importância da formação de novos bacharéis para o Estado e para o Brasil. “A música tem uma transversalidade que vai da inclusão social à saúde, então, vocês têm que se sentirem orgulhosos de estarem se formando neste curso”, disse.
Juarez Quaresma também frisou a parceria histórica entre as duas instituições, que resultou, em 2013, no reconhecimento da FCG enquanto instituição de ensino superior junto ao Conselho Estadual de Educação (CCE). “Uma das primeiras ações da gestão foi atender o anseio de tornar independente a Fundação. Eu assumi o compromisso e conseguimos concretizar o reconhecimento. Ter contribuído com esse sonho vai ser um dos grandes feitos dessa gestão”, destacou o reitor.
O credenciamento possibilitou a oferta do bacharelado já em 2014, nas seguintes habilitações: instrumento, canto, composição e arranjo e regência de bandas, além da complementação pedagógica para bacharéis em música. “O novo curso já conta com mais uma habilitação, que é regência de bandas, para fazer com que todas as agremiações do Estado e bandas tenham qualificação. A gente quer um curso para dar formação de qualidade para quem atua nas pequenas cidades, num ciclo benéfico de profissões dentro da própria música”, avaliou o coordenador do bacharelado, Jonathan Miranda, que na ocasião representou o superintendente da Fundação, Paulo José Campos de Melo.
A turma, que em homenagem recebeu o nome da professora Rosa Arraes, foi a terceira formada pelo bacharelado. É composta por dez integrantes, sendo cinco compositores, uma cantora e os demais instrumentistas. A paraninfa e a patrona foram, respectivamente, as professoras Maria Luiza de Luca Martins e Maria Glória Caputo.
Texto e Fotos: Ascom Uepa
