Estreia hoje (19), às 20h, no Theatro da Paz, a montagem experimental da ópera La Traviata. Com elenco e equipe técnica totalmente paraense, o espetáculo faz uma fusão de ópera com cinema mudo. ‘É uma montagem única’ diz Jena Vieira, diretora cênica.
A montagem paraense, que agora chega ao Theatro da Paz, tem direção musical e regência de Ronaldo Sarmanho e duração de aproximadamente 1h45. Encenada em três atos, a ópera de Verdi é intercalada com cenas do filme mudo ‘Camille’, de 1920. Tanto o filme quanto a ópera são baseados no romance ‘A Dama das Camélias’, do escritor francês Alexandre Dumas Filho.
No total, 37 pessoas participam do espetáculo, entre elenco e equipe técnica. A soprano Dione Colares interpreta Violeta, uma cortesã, o tenor Antonio Wilson é Alfredo, por quem ela se apaixona, e Idaias Souto vive o pai de Alfredo, que não aceita o romance do filho. Também integram o elenco, veteranos do canto lírico paraense como Milton Monte e Ione Carvalho, e jovens iniciantes como Dhulyan Contente e Andrew Lima.
Aos 21 anos, Dhulyan Contente interpreta a dama de companhia de Violeta. ‘ Não é um papel principal, mas também exige complexidade. Está sendo emocionante interpretar Aninna’, revela a estudante de canto lírico que este ano foi selecionada durante uma audição para participar do Ópera Estúdio, projeto da Fundação Carlos Gomes, que teve início este ano com o propósito de formar profissionais nessa área. ‘É uma preparação para o palco, não apenas para cantar, mas também para interpretar.’
O espetáculo foi apresentado em Belém, pela primeira vez, no ano passado, durante o XXVI Festival Internacional de Música do Pará, que homenageou o centenário da morte de Giuseppe Verdi. A apresentação no Teatro Cláudio Barradas teve grande sucesso de público. Este ano, já integrou a programação do 36º Curso Internacional de Verão de Brasília.
Em todas as apresentações o pianista Paulo José Campos de Melo, superintendente da Fundação Carlos Gomes, executa uma versão reduzida da partitura da ópera e faz improvisações ao piano, nos momentos do espetáculo em que há a interação com as cenas do filme mudo. ‘ Ele é uma orquestra no palco. Sem ele não tem espetáculo’, comenta Nandressa Nunez, produtora da montagem paraense.
LA TRAVIATA - A ópera “La Traviata”, que em português significa “A mulher caída”, é do compositor italiano Giuseppe Verdi com libreto (textos adaptados para ópera) de Francesco Maria Piave. La Traviata foi produzida em Veneza e se tornou uma das mais populares e uma das mais interpretadas em todo o mundo até hoje.
VERDI- Giuseppe Verdi foi um dos maiores compositores de óperas do período romântico italiano. É considerado o maior compositor nacionalista da Itália e um dos mais influentes do século XIX. Além de La Traviata, ele também compôs Rigoletto, Nabuco, Aida, ll Trovattore entre tantas outras.
O público que quiser conferir a montagem paraense pode retirar os ingressos na bilheteria do teatro, nos dias do espetáculo, a partir de 9h da manhã.
FICHA TÉCNICA
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Regência e preparação do coro (Ronaldo Sarmanho) |
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Direção Cênica (Jena Vieira) |
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Pianista (Paulo José Campos de Melo) Pianista assistente (Ana Maria Adade) |
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Diretor de Palco (Claudio Bastos) |
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Design de luz (Sonia Lopes) |
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Figurinista - Nilo Nuñez e Mirian Bayah |
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Confecção de figurinos: Gorete Araujo |
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Visagismo (Omar Junior) |
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Violetta (Dione Colares) |
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Alfredo (Antonio Wilson) |
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Germont (Idaias Souto) |
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Aninna (Dhulyan Contente) |
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Flora (Ione Carvalho) |
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Barão e médico (Milton Monte) |
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Gaston (Andrew Lima) |
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Secretaria do coro (Cristina Viana) |
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Produção (Nandressa Nunez) |
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Contra regra - Michele Ferreira |
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Operador de imagem - Gilda Maia |
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Cenógrafo- Ribamar Diniz |
SERVIÇO:
La Traviata
Data: 19 e 20 de março
Hora: 20h
Local: Theatro da Paz
Entrada franca com retira de ingressos nos dias do espetáculo a partir de 9h
